10 de fevereiro de 2023

os encantos dos Museus do Vaticano

Você já ouviu falar sobre os Museus do Vaticano? Eles correspondem a um conglomerado de instituições culturais renomadas geridas pela Santa Sé.  Atualmente é um dos complexos artísticos mais importantes do mundo e recebe anualmente cerca de 600 mil visitantes. Confira aqui algumas curiosidades sobre os Museus do Vaticano. origem dos Museus do Vaticano A […]

   

Você já ouviu falar sobre os Museus do Vaticano?

Eles correspondem a um conglomerado de instituições culturais renomadas geridas pela Santa Sé. 

Atualmente é um dos complexos artísticos mais importantes do mundo e recebe anualmente cerca de 600 mil visitantes.

Confira aqui algumas curiosidades sobre os Museus do Vaticano.

origem dos Museus do Vaticano

A ideia de ter um museu no local começou a ser concebida no ano de 1503, quando o Papa Júlio II transferiu uma importante obra de arte, a escultura Apolo Belvedere, para um pequeno Palácio de repouso, o Palazzetto.

Foi criada uma galeria para abrigar diversas obras de arte e que ligasse o local de descanso aos aposentos privados do pontífice. Hoje neste mesmo lugar estão as Salas de Rafael, decoradas com obras pintadas por Rafael Sanzio e onde é possível ver a famosa pintura Escola de Atenas. 

Também foi construído um pátio com fontes e um pomar de laranjeiras, conhecido atualmente como Pátio Belvedere e muros com nichos para que esculturas e outras peças fossem instaladas. 

Ao visitar os museus são encontradas obras de arte, antiguidades e coleções que datam do antigo Egito até as coleções da época do Renascimento.

São ao todo 9 museus que se interligam e estão instalados nos aposentos que pertenceram a diversos Papas em outros tempos, no Palácio que já foi à residência oficial. 

top 5 Museus do Vaticano para você não perder

Museu Gregoriano Etrusco

Foi fundado pelo Papa Gregório XVI e abriga peças do povo etrusco, que habitou a península itálica antes mesmo dos romanos, entre os anos 1000 e 700 a.C. 

Lá são encontrados metais preciosos raros, peças de cerâmica e itens do período dominado pelo Império Romano. 

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Itens do Museu etrusco

Museu Pio Clementino

Foi fundado pelo Papa Clemente XIV no final do século 18 e reestruturado pelo seu sucessor, o Papa Pio VI, razão pela qual foi batizado com esse nome.

Ambos tinham o colecionismo como hábito e adquiriram muitas peças,  muitas vezes confiscando escavações arqueológicas, ou  comprando coleções  de nobres falidos. 

Está entre os mais impressionantes museus, pois possui três salas com características bem diferentes: a Sala Rotonda, a Sala da Cruz Grega e o Pátio Octogonal.

Na Sala Rotonda estão a Estátua Dourada de Hércules e bustos de deuses e personalidades da Roma antiga.

Já na Sala da Cruz Grega está localizado o sarcófago de Santa Helena, mãe do Imperador Adriano.

Por fim, no Pátio Octogonal estão importantes esculturas, como a já citada Apolo de Belvedere e de Perseu com a cabeça da Medusa.

Museu Gregoriano Egípcio

Saindo do Museu Pio Clementino, ao descer novamente para o andar inferior é possível visitar o próximo museu, que traz relíquias provenientes do Antigo Egito.

Este também foi fundado pelo Papa Gregório XVI, dois anos após a inauguração do Museu Etrusco.

As principais peças contidas nele são artes egípcias encontradas nas escavações que eram realizadas em Roma. Isso porque os antigos romanos tinham o hábito de trazer do Egito as mais diferentes peças, muitas delas saqueadas.

Os visitantes passam por uma sala com sarcófagos e uma múmia real, que tem parte do tecido descoberto para que seja possível ver o corpo embalsamado e entender como este processo era feito. 

Há também os Túmulos de Iri, o guardião da pirâmide de Quéops e uma estátua feita de granito da Rainha Tuya, mãe do faraó Ramsés II e esposa do faraó Seti I.

Ao chegar ao final do museu, encontram-se peças de outros povos, como os mesopotâmicos, por exemplo. 

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Múmia real do Museu Gregoriano Egípcio

Pinacoteca Vaticana

Criada pelo Papa Pio VI no século XVIII, ela possui uma coleção excepcional de quadros. Na época em que foi criada, eram 270 peças concentradas em um mesmo lugar. 

Ao longo dos séculos o acervo foi aumentando significativamente, chegando a um número de 40 mil obras de arte. No prédio atual, construído já no século XX, há 460 peças expostas que podem ser apreciadas pelos visitantes.

Estar na Pinacoteca Vaticana é ter a oportunidade de acompanhar como foi o desenvolvimento da arte ocidental a partir do século XI.

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Obras de arte na Pinacoteca Vaticana

Capela Sistina

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Capela Sistina

Possivelmente a Capela mais famosa do mundo, ela está localizada no Palácio Apostólico da Cidade do Vaticano, onde está também a residência oficial do Papa. 

Até metade do século XV era conhecida como Capela Magna. Após sua restauração, que foi ordenada pelo Papa Sisto IV e que ocorreu entre os anos de 1473 e 1481, recebeu o nome de Sistina em sua homenagem. 

As obras pintadas ali são da autoria de grandes nomes do Renascentismo, como Sandro Botticelli, Pietro Perugino, Pinturicchio, Domenico Ghirlandaio, Luca Signorelli e Cosimo Roselli.

No entanto, seu maior destaque, são os afrescos de seu teto, que foram pintados por Michelangelo entre os anos de 1508 e 1512 e que deram à arte ocidental um novo rumo. 

Até hoje estas imagens são estudadas e observadas em tudo que se refere à História da Arte.

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Teto da Capela Sistina

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